As previsões climáticas fazem parte do dia a dia dos brasileiros há décadas. Com o passar dos anos, porém, o diálogo entre os serviços de monitoramento meteorológico e os veículos de comunicação foi se fortalecendo.

No entanto, nem sempre a previsão do tempo na mídia é tratada com o rigor necessário para o assunto. Muitas imprecisões, falta de conhecimento específico sobre o tema e preconceitos impedem que as informações relevantes sejam passadas para o público.

Neste artigo nós exploraremos a importância dos serviços meteorológicos nos meios de comunicação em massa e sugeriremos como evitar os principais erros que os comunicadores cometem ao tratar o assunto. Boa leitura!

Importância da previsão do tempo na mídia

As primeiras experiências da meteorologia nos veículos de comunicação no Brasil foram feitas no fim da década de 1980 e início da década de 1990. Nessa mesma época, a meteorologia tentava se firmar no país como uma ciência.

Esses primeiros anos de previsão do tempo — feita principalmente na TV — foram marcados por uma abordagem pouco séria e com graves problemas de credibilidade. No programa Aqui e Agora, do SBT, por exemplo, a apresentação da previsão do tempo era feita pelo humorista Felisberto Duarte, o Feliz.

Além de trazer informações rasas e sem muita relevância para a vida dos telespectadores, ele ainda misturava gracejos e piadas ao texto, dando ares de pouca seriedade ao assunto tratado.

Mais recentemente, porém, jornalistas especializados na cobertura da meteorologia começaram a levar a apresentação do tempo na TV, nas rádios e até nas redes sociais dos veículos para um novo patamar. Isso se deve, em parte, pela presença de meteorologistas trabalhando junto com as empresas de mídia para passar as informações ao público.

Embora o Brasil seja um país que não sofre com desastres naturais de grandes magnitudes — a exemplo dos tsunamis no Japão, das ondas de frio e calor da Europa, ou das enchentes da Austrália —, saber a previsão do tempo nos meios de comunicação ajuda a população a se planejar melhor e evitar situações de risco.

Se há a possibilidade de uma tempestade, por exemplo, essa informação pode ser usada para que a pessoa evite regiões da cidade com maiores riscos de alagamento.

Já no mês de julho, o tempo costuma ser mais seco em boa parte do país. Logo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) costuma operar com bandeira vermelha. As pessoas podem usar essa informação para economizar no uso da energia elétrica, mas também para se prevenir contra doenças respiratórias, mais comuns nessa época. 

Os 3 principais erros cometidos pelos comunicadores

A comunicação dos eventos climáticos já percorreu um caminho longo. No entanto, ainda há muito a ser melhorado nesse trajeto. Veja os principais erros que os veículos ainda cometem ao falar do tempo:

1. Formato de texto confuso

Como toda ciência, a meteorologia também tem seus termos específicos que, muitas vezes, podem ser de difícil compreensão para os leigos. Entre esses leigos estão os jornalistas, que não têm formação específica em meteorologia para entender todos os termos e repassá-los para o público.

Soma-se a isso os ritmos de produção das matérias e o pouco tempo que se tem para preparar cada material. O resultado pode ser um texto confuso, cheio de imprecisão e até mesmo erros grosseiros.

Tais matérias, em vez de informar, confundem o público. Como consequência, as pessoas não conseguem aproveitar as informações úteis que a meteorologia traz para o seu cotidiano. Além disso, materiais pouco informativos colocam em xeque a própria credibilidade da previsão do tempo.

2. Uso errôneo de termos técnicos

Clima, tempo, mudanças climáticas e tantos outros são termos muito comuns quando se fala no monitoramento meteorológico. No entanto, ao contrário do que muitas vezes vemos nos veículos de comunicação, eles não são sinônimos e não podem ser usados uns no lugar dos outros.

O clima é uma condição macro e depende de diversos fatores  como temperatura, pressão atmosférica, chuvas, umidade do ar e outros. Trata-se da sucessão de diferentes estados do tempo atmosférico, que se sucedem ao longo do tempo.

Para saber o clima de um lugar, é necessário observá-lo durante vários anos e traçar os padrões. O sertão brasileiro, por exemplo, é uma região de clima predominantemente quente e de poucas chuvas.

Já o tempo é uma condição passageira. Hoje pode estar chuvoso, amanhã pode estar mais nublado e com ventos mais fortes. Assim, dizemos que o tempo — e não o clima — está quente ou úmido.

As mudanças climáticas, por sua vez, são alterações de longo prazo. Podemos usar essa expressão para nos referirmos a uma década mais quente, um século com padrões diferentes do que se observou na série histórica. No entanto, não é correto usá-la se estivermos falando de um ano ou de uma estação em particular.

O uso correto desses e de outros termos pela mídia garante que os conceitos sejam passados de forma precisa para o público. Mais que isso, permite que as próprias pessoas se apropriem desses termos, consigam entender seus significados e saibam transmitir essas ideias corretamente.  

3. Falta de esclarecimento quanto às previsões

Um dos mitos mais recorrentes acerca da previsão do tempo é a de que trata-se de um serviço pouco confiável, que “não acerta nunca”. Em primeiro lugar, é preciso dizer que isso não é verdade.

Com o avanço das tecnologias nas ferramentas de monitoramento meteorológico, os acertos têm sido cada vez mais frequentes e a margem de erro, cada vez menor. No entanto, a previsão do tempo não é uma ciência exata.

Os fenômenos naturais não respeitam as nossas vontades — muito menos as nossas previsões! — e, muitas vezes, haverá mudanças abruptas que não são possíveis prever. Isso não invalida o serviço de monitoramento meteorológico.

É fundamental que a mídia tenha consciência das peculiaridades dessa ciência para passar as informações corretas ao público.

Importância de uma empresa de meteorologia para a mídia

Todo veículo de comunicação em massa sério precisa de fontes confiáveis de onde retirar as informações para passar aos seus leitores, espectadores ou ouvintes. No caso da previsão do tempo, ninguém melhor para ser essa fonte do que uma empresa de meteorologia.

Contratando esse serviço, o veículo tem acesso a informações mais precisas e personalizadas para as suas necessidades. Além disso, os jornalistas ainda têm o amparo dos meteorologistas para ajudar a interpretar as informações.

Diferenciais da Somar Meteorologia

A Somar Meteorologia é uma empresa brasileira que oferece, entre outros serviços, a produção de conteúdo relacionado à previsão do tempo. Esse é um dos maiores atrativos para as empresas de comunicação, uma vez que o conteúdo produzido já vai para o cliente formatado de acordo com as suas necessidades.

Além disso, a Somar é reconhecida pela seriedade com a qual presta seus serviços, o que se reflete em grandes probabilidades de acerto nas previsões feitas. Suas soluções são focadas em excelência, competência e inteligência, de forma a serem realmente relevantes para as pessoas. Acreditamos que quem pensa no futuro e se planeja está sempre um passo à frente.

A previsão do tempo na mídia e as empresas de meteorologia devem ser parceiras em prol de oferecer à população um serviço de qualidade e que possa realmente fazer a diferença no dia a dia do consumidor.

Ficou interessado em conhecer melhor os nossos serviços? Entre em contato conosco!