Entre todas as atividades econômicas, a agricultura é aquela que mais sofre devido às variações climáticas, e mesmo com avanços tecnológicos capazes de diminuir impactos, a falta de planejamento é capaz de levar riscos à segurança econômica e alimentar em todo o mundo.

A cada dia que passa essas variações chamam mais a atenção dos produtores agrícolas devido às previsões nada otimistas para o futuro.

E na frente desse grande desafio está o produtor rural, que sabe bem como isso afeta o seu bolso.

Por isso, preparamos este post para ajudá-lo a entender um pouco mais sobre como esses problemas afetam o agronegócio e como o produtor rural pode se preparar para essa realidade. Continue com a gente.

El Niño, La Niña e períodos de neutralidade

El Niño e La Niña são dois fenômenos que causam grandes impactos na agricultura. No Brasil em anos de El Niño há aumento da concentração de chuva na região Sul e aumento também da seca no Nordeste.

Já o fenômeno La Niña costuma provocar estiagem nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e principalmente Sul. No Nordeste são verificados aumentos na intensidade das estações chuvosas.

É comum pensar em desastres quando esses fenômenos são mencionados, mas pesquisas feitas no Instituto Nacional de Ciências Agroambientais do Japão indica que no Brasil, o fenômeno El Niño pode aumentar o rendimento em até 36% das áreas plantadas e diminuir em até 24% delas. Já o La Niña pode causar um impacto negativo em até 13% das terras agrícolas e positivo em no máximo 4%.

E os períodos de Neutralidade?

Os períodos de neutralidade também devem ser observados, como foram vistos no Brasil em 2013 e 2014 de acordo com dados do NOAA.

Em anos assim as variações climáticas acontecem de forma mais irregular. A chance de ocorrer um período chuvoso intercalado com períodos de tempo seco é grande, e isso aumenta a chance de frustrações em relação a produtividade das lavouras.

Comparações entre anos anteriores

Um erro muito comum entre os grandes tomadores de decisão é basear a produção do ano anterior com a produção do ano seguinte.

Muito dificilmente se terá resultados idênticos, e isso pode frustrar a vida do homem do campo.

O ano anterior (2017) começou neutro, e finalizou com um La Niña que acabou trazendo chuva mais forte para as regiões norte e nordeste e penalizou com seca a fronteira do rio grande do sul com Uruguai.

Já no começo deste ano o fenômeno La Niña apareceu novamente, porém as previsões é que este fenômeno perca força até o fim do ano.

Como esses fenômenos afetam as culturas no Brasil e o mercado de commodities agrícolas.

A redução das chuvas no Centro-Sul penalizou a safra desse cultivo, o que também pôde ser sentido no aumento dos preços do etanol, combustível fabricado a partir da cana.

Já o fenômeno El Niño pode ser observado em dois momentos: redução da chuva na região nordeste e aumento da chuva na região sul. 
Foi o que ocorreu em 2015, quando o nordeste sentiu a seca rigorosa e o Sul sofreu com chuvas incessantes.

Com isso ocorreram danos em diversas plantações no país, fazendo com que os preços de alguns produtos sofressem elevação, o que deixou os agricultores em alerta para as próximas safras.

Importação e Exportação

As variações climáticas aumentam o custo da produção agrícola, eleva o custo dos insumos para o setor de alimentos, além de aumentar e diminuir os níveis de importação e exportação.

Em 2015, as chuvas no Sul foram intensas e frequentes causando quebra na safra do trigo que se desenvolve melhor em climas mais secos. E para abastecer o mercado interno, o Brasil precisou aumentar as importações do cereal em 12%, segundo safras & mercado.

Já em 2017/2018 condições climáticas favoráveis levou o Brasil a aumentar os níveis de exportação da soja, de acordo com agência Reuters.

Logística

As condições em que se realizam os deslocamentos de produtos agrícolas estão sujeitas a perturbações e efeitos decorrentes das variações climáticas, como alagamentos e inundações. Em efeitos dessas variações, alguns destes eventos podem se tornar mais frequentes e severos, gerando possíveis perdas econômicas.

A chuva que costuma contribuir para a produção de soja e milho na região Centro-Oeste, é a mesma que impede os caminhões de chegarem até os portos de Belém.

A BR-163, que une os estados do Mato Grosso e Pará e por onde transitam grande parte dos grãos produzidos na região Centro-Oeste, cada dia fica em condições mais deploráveis.

Offshore

O gestor que entende o papel das variações climáticas consegue por exemplo, traçar estratégias para cenários que envolvam planejamento de logística de cargas.

Em junho deste ano, a chuva em algumas regiões incluindo santos onde está o maior porto da América Latina, deixou impasses na exportação. As precipitações foram frequentes deixando atrasos na comercialização e no fluxo de grãos entre as fazendas e o porto.

Melhores soluções em suas mãos

É importante entender como as variações climáticas influenciam a vida do produtor. Riscos sempre estarão presentes, mas não seria melhor se o produtor pudesse prevê-los de alguma forma? Se tivesse melhores informações sobre a chegada de geadas, secas ou granizo?

Existem plataformas completas que reúnem todas essas informações meteorológicas para otimizar tempo, e melhorar qualidade da produção agrícola.

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