Em 2018, os vencedores do Prêmio Nobel de Economia foram William Nordhaus, de 77 anos, e Paul Romer, 62. Os pesquisadores levaram o prêmio graças ao seu trabalho cujo destaque era a importância da política governamental no estímulo do crescimento econômico sustentável.

Enquanto Nordhaus abordou a defesa de uma taxação de empresas que emitem carbono na atmosfera, Romer defendeu, em seu trabalho, a importância da política no incentivo à inovação tecnológica. O prêmio foi representativo, uma vez que as discussões sobre os impactos das mudanças climáticas na economia estão cada vez mais presentes.

Essas alterações estão associadas ao aquecimento global, que é um ciclo natural do planeta. Nos últimos 100 anos, houve um aumento médio da temperatura do globo de forma natural, entretanto, essa elevação pode colocar em risco a atmosfera.

Por essa razão, é uma necessidade urgente que existam pesquisas demonstrando o impacto desse fenômeno nos setores produtivos nos próximos 100 anos para que empresários e consumidores possam se preparar e se adaptar aos novos cenários.

De uma forma geral, pode-se dizer que, o principal impacto na economia dessas mudanças dizem respeito à escassez de recursos e à necessidade de investimento em diferentes formas de produção. Por isso, para entender mais sobre esses efeitos, continue a leitura deste artigo!

Impactos das mudanças climáticas na economia

Redução do PIB

Ao longo dos anos, as indústrias e os setores produtivos desenvolveram tecnologias capazes de se adaptar a diversas condições climáticas. Em virtude disso, os impactos das mudanças climáticas na economia a curto prazo podem ser menores, uma vez que a tecnologia tem acompanhado as transformações do planeta.

No entanto, é possível sentir efeitos quando se fala na utilização dos recursos naturais, já que há muitas gerações passadas, a ideia extrativista fez com que o uso desses insumos fosse desregulado e sem nenhuma preocupação com a sua finitude, aumentando a escassez de muitos hoje em dia.

Esse cenário, aliado a uma maior consciência dos consumidores, impeliu as empresas a repensarem a forma de produção, o que pode ter custos mais elevados. Em longo prazo, alguns estudos apontam que, com a elevação das temperaturas, haverá perdas em áreas produtivas, redução da área de floresta, diminuição de chuvas em algumas regiões e a maior ocorrência de desastres, fatores esses que podem impactar negativamente o PIB — Produto Interno Bruto.

Perdas nas atividades da agropecuária

Como vimos, felizmente a tecnologia tem evoluído e permitido que alguns impactos sejam minimizados também na agricultura, o que possibilita que países como o Brasil, com grande extensão territorial e variação climática bastante significativa, ainda consigam produzir em larga escala e com qualidade.

Por exemplo, no país, é possível plantar soja desde a região Sul, caracterizada pelo clima subtropical e temperaturas mais amenas, até o Norte, região onde predomina clima tropical, cuja presença de altas temperaturas e chuva são constantes.

Entretanto, com as previsões de mudança climática, que incluem aumento da temperatura, alteração na ocorrência das chuvas, reconfiguração da paisagem natural e maior risco de intempéries climáticas, a agricultura sofrerá algumas transformações, que incluem:

  • a perda de áreas produtivas;

  • redução da produção de algumas culturas;

  • mudança no cenário agrícola e fitossanitário;

  • alteração na distribuição de doenças por região e estação;

  • transformações genéticas das plantas, como queda na resistência a patógenos.

O enfrentamento desses problemas exigirá mais pesquisas, assistência financeira para implantação de novas técnicas, monitoramento do clima e suas variações e um incentivo ao uso mais racional dos recursos naturais.

Riscos para a segurança alimentar

De uma forma geral, pode-se dizer que a segurança alimentar é o direito de todas as pessoas ao acesso permanente e regular a alimentos, em qualidade e quantidade satisfatórias, sem comprometer outras necessidades básicas. Entretanto, com as mudanças climáticas, países que dependem de agricultura, inclusive o Brasil, enfrentam desafios para manter esse direito básico.

Devido aos efeitos negativos das mudanças do clima, a produção de algumas espécies fundamentais para a garantia da segurança alimentar e nutricional, como arroz, café, cana-de-açúcar, milho e batata, por exemplo ficam muito comprometidas, o que, além do prejuízo econômico, também causa queda na qualidade de vida da população.

Intensificação das desigualdades regionais

Os impactos das mudanças climáticas na economia também apontam para uma intensificação das desigualdades sociais. Isso ocorre pois, em um país como o Brasil, em que há uma grande diversidade de biomas, o clima e as condições de produção serão afetadas de formas diferentes. Enquanto no nordeste, as áreas semiáridas tendem a aumentar, o litoral, a longo prazo, pode sofrer com aumento do nível do mar.

Essas condições fazem com que a produção de bens e serviços se torne mais cara, e as regiões mais pobres do Brasil tenham ainda mais dificuldade em produzi-los e adquiri-los.

Prejuízos do setor elétrico devido à falta de água

O regime hidrológico também corre sérios riscos com a mudança climática. Se por um lado algumas regiões podem sofrer com o aumento da ocorrência de chuvas, aumentando o risco de desastres naturais, por outro, episódios de secas serão mais comuns em outras áreas.

Essa irregularidade faz com que o setor elétrico seja afetado pela falta de água. Com isso, a tendência é que as tarifas fiquem mais elevadas, afetando principalmente as indústrias, que são as maiores consumidoras de eletricidade.

Política governamental para o crescimento econômico sustentável

Tendo em vista todos os impactos das mudanças climáticas na economia mencionados até aqui, o Governo Federal criou a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Os principais objetivos desse plano são criar ações para reduzir os danos causados pelas alterações, aliadas ao desenvolvimento sustentável, ou seja, buscar o crescimento econômico, erradicação da pobreza e das desigualdades sociais.

Para isso, procura fomentar práticas efetivas para a redução de emissão de gases de efeito estufa e o estímulo à adoção de tecnologias que tenham menor impacto, considerando diversos setores como o de energia elétrica, transporte urbano, indústria, serviços de saúde e agropecuária.

Os impactos das mudanças climáticas são estimados a longo prazo, mas são reais. Por isso, se você quer se prevenir, é importante buscar por empresas renomadas no mercado em questões climáticas, como a Somar, que oferece um serviço de monitoramento do clima que auxilia as empresas a produzirem de maneira adequada às condições climáticas de cada região, usando a tecnologia correta, respeitando e potencializando os recursos disponíveis.

Se você quer saber mais sobre o trabalho da Somar e como ela pode ajudar em seu negócio, entre em contato conosco agora mesmo!