Quem nunca esperou ansiosamente pela previsão do tempo em um telejornal para ver qual roupa usar no dia seguinte? Ou quem teve a curiosidade de saber se é necessário levar um guarda-chuva para o trabalho? Aquele fim de semana na praia depende tão somente de que? Da previsão do tempo!

Todas essas dúvidas requerem respostas meteorológicas onde um meio de comunicação – normalmente a televisão, pode informá-las.

Mas afinal, será que podemos confiar mesmo na previsão do tempo transmitida pela TV?

Para responder essa pergunta, precisamos ter uma noção de como é feita a previsão do tempo até como ela é transmitida. Entender quais são os erros mais comuns, porque eles acontecem e o que profissionais da área fazem para minimizar esses erros.

Continue acompanhando nosso conteúdo para entender melhor este mundo:

Como é feita a previsão do tempo?

A previsão do tempo tem um caminho muito longo até chegar ao público. Tudo começa com uma imensa base de dados que alimenta diversos programas com fórmulas matemáticas complexas que simulam o comportamento da atmosfera.

Lembra da época do colégio que você tinha que saber quanto tempo o carrinho iria demorar para sair do ponto A e chegar no ponto B? É mais ou menos isso que os profissionais desses programas fazem.

A atmosfera seria a estrada e a chuva, a temperatura e o vento seriam os carrinhos. Os pontos A e B são representados pela cidade. Exemplo: a chuva está em Porto Alegre (ponto A) e vai chegar a Florianópolis (ponto B) na sexta-feira.

A partir disso, cada simulação entrega um resultado diferente de como estará a atmosfera seja daqui um dia, um mês ou um ano. E a cada determinado tempo, novos dados são inseridos nas simulações que geram novos resultados, mas nem sempre melhores.

Mas, com tantas informações diferentes… Qual delas seguir?

Essa é a grande dúvida. É justamente nessa parte que entra o meteorologista. Em base de seus conhecimentos técnicos, o meteorologista analisa os diversos resultados e faz um filtro para ver qual está mais coerente com a teoria.

A experiência do profissional neste processo é de extrema importância. Conforme os anos, o meteorologista observa qual simulação é melhor para uma determinada região do Brasil, qual estação do ano é melhor e até mesmo, qual simulação é melhor para ver chuva, temperatura, ventos, etc, e vai criando uma memória que ajuda a fazer esse filtro.

Porém, não tem como os meteorologistas analisarem e interpretarem os resultados para as 5.570 cidades do Brasil. Então, é realizada uma técnica chamada “interpolação de dados”. Apesar do nome complicado, é simples de explicar.

Pegamos por exemplo a região metropolitana de São Paulo, formada por 39 municípios. Desse total, selecionamos algumas cidades “mães” como São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Os meteorologistas analisam essas cidades em específico e as outras, são alimentadas com uma média dos valores de chuva e temperaturas dessas cidades mães. Extrapolando isso para o Brasil, temos a previsão para todo o País.

Mas quais são os principais erros na previsão do tempo?

Mesmo com o avanço da tecnologia, essas simulações e interpolações não são perfeitas (como nada na vida é). Escrever o movimento da atmosfera através de fórmulas é uma tarefa muito difícil e nesta etapa, já aparecem os primeiros erros na previsão do tempo.

Ora, se a previsão de uma cidade é feita através de uma média de outras cidades, essa previsão fica mais propícia à erros. Ainda mais se o comportamento do tempo da cidade for diferente das cidades vizinhas, sendo mais quente ou mais fria.

Depois de toda essas análises e filtros citados no item acima, é traçado um mapa para os próximos dias para ver quais regiões terão sol, chuva leve ou chuva forte. E é nessa hora que outros erros acabam surgindo.

Como a previsão é realizada para todo o país, é difícil analisar algo muito específico, com isso, a previsão é feita para uma determinada área que abrange várias cidades. Logo, se falam que vai chover forte nesta área e alguma cidade deste grupo não recebe chuva, a previsão para essa cidade foi errada.

Também tem o erro da própria natureza. Como dizia um professor de meteorologia “a natureza não lê o mesmo livrinho que a gente” (ou até mesmo, o nosso blog). O conteúdo encontrado nos livros e nas fórmulas matemáticas seria um retrato (quase) perfeito do comportamento da atmosfera, porém a realidade é diferente disso.

Muitas vezes as simulações mostram que uma frente fria ou uma baixa pressão vai seguir um determinado caminho com uma velocidade, mas por algum motivo, há um atraso ou um avanço. E cabe ao meteorologista ajustar ou amenizar esse desvio, com base na sua experiência.

É como você calcular que vai demorar 1 hora do caminho da sua casa até o trabalho. Por ter mais trânsito do que o normal, você acaba demorando 1 hora e meia e, chega atrasado. No fim, você errou a previsão do horário que gostaria de chegar ao trabalho.

O que fazer para minimizar os erros?

Essa é a pergunta de bilhão de dólares. Por décadas os meteorologistas se juntam com programadores para tentar minimizar o máximo possível os erros na previsão do tempo.

Uma das coisas a se fazer, é usar cada vez mais a tecnologia a favor. Como as simulações são alimentadas constantemente pelos dados observados, quanto mais dados, mais precisa tende a ficar a previsão.

Outro fator, é melhorar as condições naturais das simulações, como relevo e tipo de solo. Porém, para isso, precisa-se de tecnologia. E tecnologia, é dinheiro, e nem sempre é algo prático e rápido. Então, é preciso ficar no meio termo entre realidade e a expectativa.

Como falado anteriormente, a experiência do meteorologista é um dos principais fatores na previsão do tempo. Ter profissionais que sabem como o tempo se comporta em uma determinada cidade, ajuda muito. Como por exemplo, uma cidade situada em uma altitude mais elevada, é mais fria. E nem sempre a simulação vê dessa forma.

Mas não é apenas isso. Lembra da história do trânsito da sua casa até o trabalho? Vamos voltar nela.

Por exemplo: em alguns casos, é comum as simulações errarem no deslocamento de uma frente fria que está vindo com força. Com a experiência de um meteorologista, ele adianta essa frente fria.

É como você prever o trânsito que vai enfrentar e optar por um caminho alternativo, que é mais rápido, para acertar no seu horário de chegada no trabalho. Muitas vezes dá certo, mas às vezes até nesse caminho alternativo tem trânsito. Paciência.

 O erro mais comum da mídia

Por fim, outro erro comum na mídia, é o tempo disponível para você falar da previsão para todo o Brasil. Na televisão, cada segundo é importante, e muitas vezes a previsão do tempo tem cerca de um minuto. Com isso, um novo filtro é feito: qual é o assunto mais importante que deve ser falado?

Com isso, você acaba generalizando a previsão mais ainda. E quanto mais você falar de forma ampla, maior será o erro. E para minimizar esse erro, só com mais tempo na televisão, algo que é difícil hoje em dia. Uma dica boa para isso é verificar a previsão completa no site da emissora.

Como a televisão pode oferecer a melhor experiência para o público?

Depois de todo esse caminho, chegou o momento de passar essa informação da melhor forma para o público. E nem sempre é fácil.

Os boletins escritos que são enviados para as emissoras já contém grande parte dessa explicação. Mas, se há um meteorologista in loco auxiliando no conteúdo final da previsão do tempo que de fato, chegar até o público, o ruído na informação é menor, com isso, os erros na previsão do tempo é menor.

E é justamente essa tradução o mais importante. É isso que no fundo vai ajudar o seu telespectador no dia a dia, sendo com aquela viagem à praia ou se vai pegar uma blusa mais grossa, e até mesmo, na confiança e credibilidade do jornal.

Vale ressaltar que atualmente a previsão do tempo é muito mais saber se vai chover ou se vai fazer frio. Um alerta para temporais, alagamentos, deslizamentos e até mesmo de ventos fortes enviados pela TV pode fazer com que uma pessoa analise melhor o horário da viagem e até mesmo, pode salvar vidas.

Ainda nessa tradução, é importante você educar o seu público, ensinar um pouco sobre o assunto que está sendo transmitindo. Afinal, a melhor forma de convencer alguém e mostrar que você sabe sobre o assunto, é com argumentos e justificativas. E com a previsão do tempo não é diferente.

Quando você mostra ao público o motivo da chuva forte em uma região ou qual o motivo que vai esfriar, você está passando não apenas conhecimento, mas também confiança, que não é algo aleatório. Claro que não é apenas falar termos técnicos, por isso a ação do meteorologista com o jornalista é importante para achar o meio termo entre o técnico e o popular. Com o tempo, a tal da credibilidade bate na sua porta.

Além de simplesmente falar que vai chover, é importante o horário aproximado dessa chuva. Isso evita que às 10h da manhã, uma pessoa vê o céu azul e fala “erraram de novo, falaram que iria chover mas não está chovendo” sendo que ainda tem o resto do dia e às vezes, a chuva é noturna.

Por fim, é importante que a previsão do tempo não seja mostrada apenas no ao vivo. Cada vez mais as pessoas estão com o seu tempo mais apertado e nem sempre é possível a programação em tempo real.

Hoje em dia, a plataforma streaming está cada vez mais forte. As emissoras que disponibilizam seu conteúdo nessas plataformas ajudam mais o público, pois as pessoas sabem que podem contar com a informação a qualquer hora do dia. Consequentemente, a emissora ganha ainda mais confiança, credibilidade, visitas e até mesmo, seguidores.

Agora que você entendeu a melhor forma de entregar a previsão do tempo para o seu público, que tal clicar no link para saber como a Somar Meteorologia pode contribuir ainda mais com a sua audiência.

QUERO FALAR COM A SOMAR METEOROLOGIA.

 

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