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O transporte de carga é uma das atividades fundamentais em inúmeros segmentos, que vão desde o agronegócio até o varejo, passando pela construção civil e diversos outros. Nessa atividade, que envolve muitas variáveis que não podemos controlar, os riscos são inevitáveis.

Mas alguns cuidados podem ser tomados para calculá-los, gerenciá-los e adotar medidas que diminuam as possibilidades de prejuízos e problemas nessa etapa do processo produtivo.

Neste artigo, apresentamos sete dicas de ferramentas e métodos de que o gestor pode lançar mão para evitar as perdas no transporte das cargas. Continue a leitura e saiba mais!

1. Fazer um bom planejamento

O primeiro passo para o sucesso no transporte de mercadorias é o planejamento. A empresa e a equipe de logística precisam saber, de forma clara, informações como qual lote precisa sair para distribuição, qual o dia dessa saída, que veículo fará a viagem, quem será o motorista e outros detalhes.

Isso permite que a equipe de preparação da carga tenha tempo hábil para embalar e carregar corretamente os produtos. O planejamento também torna mais fácil a distribuição da carga na carroceria do caminhão, evitando espaços em que a mercadoria pode deslizar. Evita também que produtos mais pesados danifiquem outros mais leves.

2. Investir na qualidade em logística

A qualidade é uma metodologia que deve acompanhar todos os departamentos da empresa, e a logística não fica de fora. Estabelecer quais são os processos da área, de que forma eles devem ser realizados e ter parâmetros de métrica e controle de eficiência garantem que o transporte de cargas minimize seus riscos inerentes.

A qualidade deve acompanhar todas as etapas da logística, e todos os funcionários envolvidos nos processos da área — desde a equipe que embala os produtos até o receptivo no destino final, passando por motoristas e também gestores — devem seguir os métodos estabelecidos.

3. Atentar-se à previsão do tempo

As estradas sofrem nos meses mais chuvosos. Quedas de barrancos, buracos, alagamentos e outras ocorrências podem afetar o transporte de cargas. No Brasil, felizmente, não temos problemas relacionados à neve e ao gelo nas estradas.

Mas se a empresa exporta para países que têm invernos mais rigorosos — como Chile, Argentina, América do Norte, a maior parte da Europa e outros —, o gestor também deve levar em consideração essa conjuntura. Algumas nevascas bloqueiam estradas completamente, o que pode levar a perdas de carga e outros problemas.

Por isso, é fundamental estar atento à previsão do tempo e fazer um bom planejamento de quando despachar os produtos. Em algumas épocas, pode ser mais vantajoso enviar uma remessa maior para os estoques e evitar o transporte em dias ou semanas mais críticas.

Além disso, com a observação do clima, pode-se evitar também o chamado “suor de carga” — condensação de vapor de água da umidade relativa do ar sobre os produtos, devido a variações de temperatura. Se o gestor sabe que a carga vai enfrentar tempos diferentes em cada lugar, pode preparar a carga para não absorver essa umidade.

4. Apostar no treinamento de motoristas

Os motoristas têm uma enorme responsabilidade em mãos e são os que lidam diretamente com os riscos do transporte de cargas. Mesmo com todos os cuidados tomados previamente, uma condução perigosa pode colocar em risco a integridade da carga, do caminhão e, pior, a segurança no trabalho.

Por isso, eles devem ser treinados para enfrentar situações variadas e saber como agir em cada caso. Vale também incluir informações sobre o que podem fazer para evitar roubos de cargas e como se comportar nos casos de emergência.

5. Estabelecer parâmetros de segurança nas estradas

O roubo de cargas e os acidentes são, sem dúvida, os dois maiores riscos aos quais motorista e carga estão expostos na estrada. O estabelecimento de parâmetros de segurança para ambas as situações ajuda o funcionário a lidar com o inesperado, tanto em termos de prevenção como de ação diante de uma emergência.

Esses parâmetros devem ser claros e reforçados com as equipes de logística de forma regular. Isso vai garantir que os funcionários envolvidos no processo lembrem-se deles. Assim, poderão tomar as decisões mais acertadas quando precisarem se responsabilizar por escolhas feitas nas estradas.

6. Usar equipamentos e ferramentas adequadas

Em todo o processo do transporte, as cargas são submetidas a circunstâncias que podem danificar o que está sendo transportado. Buracos e outras imperfeições nas estradas, manipulação inadequada na carga e na descarga, embalagens malfeitas e outros problemas podem trazer prejuízos grandes.

Mas existem equipamentos e ferramentas que podem ajudar a diminuir essas situações e minimizar os efeitos daquelas que forem inevitáveis. O gestor pode, por exemplo, usar indicadores de impacto, para saber se a carga sofreu algum choque.

Relativamente baratos, esses equipamentos são colocados na parte externa das caixas e podem indicar também qual parte da carga foi impactada. Esses dados podem dar um diagnóstico, para que o gestor tome medidas a fim de melhorar as condições do transporte. 

Além disso, o uso de pallets de madeira pode melhorar o empilhamento, evitando danos às embalagens dos produtos. O uso de empilhadeiras também é recomendado em muitos casos. Esses equipamentos otimizam os processos de carga e descarga e ainda liberam funcionários para outras tarefas.

7. Embalar corretamente os produtos

A embalagem é um fator decisivo no sucesso do transporte das mercadorias. Cada tipo de carga exige materiais e processos diferentes no empacotamento para evitar os danos.

O embrulho deve cobrir completamente o produto e ser resistente ao transporte. Ao mesmo tempo, precisa ser fácil de abrir, para que o próprio cliente não danifique a compra quando recebê-la.

Peças pequenas, como parafusos, porcas e outras peças de metal devem ser embaladas separadamente e presas à caixa ou a outras partes do produto, para evitar que balancem e arranhem ou marquem a mercadoria.

Produtos mais frágeis demandam uma proteção maior. Assim, vale a pena investir em plástico bolha, isopores e espumas. Esses materiais amortecerão os impactos em curvas e desníveis nas estradas.

Além de todas essas medidas preventivas, é importante ressaltar também que a contratação de um seguro de cargas é indispensável. Se, mesmo com todo o cuidado tomado, o imprevisível acontecer, é ele quem vai garantir que a empresa não saia no prejuízo.

Já adota alguma dessas medidas para o transporte de carga na sua empresa? Tem alguma outra sugestão? Deixe um comentário neste post! Queremos saber a sua opinião sobre esse assunto.