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Toda a tecnologia desenvolvida nas últimas décadas às vezes nos dá a sensação de que é possível controlar tudo, concorda? Com a mentalidade científica e pragmática predominante atualmente, é muito fácil pensar que somente alguns setores específicos, como a agricultura e a construção civil, estão sujeitos às condições meteorológicas e à mudança de temperatura ao longo do ano.

Porém, isso é uma ingenuidade. Nenhuma tecnologia foi capaz, ainda, de nos isolar dos efeitos das forças da natureza. O clima afeta o dia a dia do consumidor e dos negócios em diversos setores. No inverno, por exemplo, a indústria farmacêutica e a de eletrodomésticos têm uma alta sazonal na venda de diversos produtos.

Lojistas e gestores de negócios devem estar sempre preparados para atender demandas repentinas e, mais que isso, agir preventivamente. A identificação de oportunidades e a conversão delas em negócios pode ter como consequência resultados muito positivos para a empresa.

Veja, a seguir, de que forma a mudança de temperatura influencia as vendas de diferentes setores do varejo e entenda como o gestor pode usar essa informação a seu favor. Boa leitura!

Onda de calor

O Brasil é um país de clima predominantemente quente. Os meses de verão são aqueles com as temperaturas mais elevadas, o que influencia na demanda de vários produtos e soluções, aquecendo diversos setores da economia. 

Nossos verões estão cada vez mais intensos e longos, e até a primavera e o outono têm sido mais permeados por ondas de calor, que influenciam o mercado de várias formas. Veja:

Alimentação

Nas épocas mais quentes, sorveterias, lanchonetes especializadas em sucos e tigelas de açaí e estabelecimentos com ampla oferta de saladas e pratos frios veem suas vendas aumentar significativamente. Os restaurantes devem ficar atentos à meteorologia e oferecer um menu sazonal, que varie de acordo com o tempo lá fora.

Moda

Alguns segmentos da indústria da moda têm um aumento expressivo de vendas nos períodos mais quentes do ano e precisam estar preparados para atender a essa demanda.

Essa é a hora de lançar coleções de biquínis e outros trajes de banho, sandálias e chinelos. Nessa época também aumentam muito as vendas de roupas para a prática de esportes, já que várias pessoas aproveitam o calor para começar uma atividade física.

Eletrodomésticos

O verão e as ondas de calor também são responsáveis pela corrida dos consumidores atrás de ventiladores e de aparelhos de ar condicionado. No entanto, além disso, cresce também o interesse por máquinas de fazer sorvete caseiro, liquidificadores e centrífugas de sucos — tudo para tentar aplacar um pouco o calor.

Massas de ar frio

Os meses mais frios, que ocorrem durante o inverno, criam necessidades mais específicas para esse tipo de clima. Em algumas regiões do país, as temperaturas caem muito. Em regiões como o Sul do Brasil e em algumas cidades de São Paulo, muitas pessoas recorrem a aquecedores para manter os lares mais confortáveis.

Nas zonas rurais, as lareiras e as serpentinas dos fogões a lenha são uma boa alternativa. No entanto, o frio também influencia na venda de outros produtos. Confira abaixo.

Indústria têxtil

Além dos setores relacionados à moda, que são dos que mais sofrem a influência das mudanças de temperatura, outros segmentos relacionados à indústria têxtil também sentem uma diferença grande quando o frio começa a chegar. 

As fábricas de produtos de cama, mesa e banho começam a ter maior demanda por cobertores, mantas e edredons. Além disso, esse é o momento das feiras de malhas e tricô em diversas cidades. Esses eventos sazonais aquecem a economia de cidades como Monte Sião, localizada no Sul de Minas, conhecida como a “capital do tricô”.

Alimentação

Se, no calor, os alimentos leves fazem sucesso entre os consumidores, o inverno é o momento para as chamadas comfort foods e comidas com teor energético mais alto. Bebidas quentes, como café e chás, são uma aposta certa quando o frio começa a chegar.

Os chocolates, que são preferência nacional o ano todo, entram também nas bebidas quentes. As sopas e os caldos também têm visto um crescimento em sua procura nos últimos invernos.

Muitos estabelecimentos têm, inclusive, aproveitado o frio para fazer festivais de caldos e outros menus sazonais. Outro sucesso nas cidades de clima mais frio são os fondues, que podem ser feitos com carnes, queijos ou até chocolate.

Esse é o momento de reforçar também os estoques de vinhos tintos, ainda mais consumidos no Brasil do que os rosés e os brancos. Os restaurantes podem apostar em menus degustação harmonizados com diferentes tipos de vinhos. 

Indústria farmacêutica

Nos períodos mais frios do ano aumentam muito as doenças respiratórias — como os resfriados, as gripes e as alergias. Nessa época também há um crescimento na venda de determinados tipos de medicamentos, como complexos vitamínicos, antitérmicos e antigripais.

Período de chuvas

Muito aguardadas pelos agricultores, as chuvas não costumam ser recebidas com muita festa pelos moradores dos grandes centros urbanos. Nessa época, cresce a procura por produtos para evitar o mofo dentro de casa e nas roupas — também há uma busca maior por uma gama específica de acessórios. Veja!

Impermeáveis

Itens como guarda-chuvas, capas de chuva e galochas são os mais procurados dos meses em que há maior precipitação atmosférica. Em alguns setores de nicho, como os que produzem roupas e acessórios para motociclistas, essa diferença é ainda mais evidente. 

Estiagens

Grande parte do território do Brasil está em uma zona de cerrado. Isso faz com que a quantidade de chuvas diminua muito em alguns meses do ano. Assim, a umidade relativa do ar fica baixíssima, alcançando níveis insalubres.

Uma das consequências disso no mercado de varejo é o aumento nas vendas de umidificadores de ar. No setor da alimentação, cresce também o consumo de bebidas leves e refrescantes, como a água de coco, os chás gelados e os isotônicos — principalmente entre os esportistas e praticantes de atividades físicas.

O gestor do varejo precisa estar atento a essas variações climáticas para agir antecipadamente e ter condições de suprir essas demandas sazonais. Para isso, é fundamental o serviço da previsão do tempo, que permite que as ações sejam tomadas com a antecedência necessária. 

Esses conhecimentos sobre a relação entre a mudança de temperatura e as variações nas vendas do varejo podem ser usadas não só para o controle de estoques, mas em outras dimensões da gestão estratégica.

O gerente de marketing pode, por exemplo, programar uma campanha de anúncios online com base nessas informações. As possibilidades são muitas!

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