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Os fenômenos da natureza continuam sendo forças incontroláveis, mas não imprevisíveis. Com as técnicas e os equipamentos meteorológicos atuais, é possível assegurar previsões com alto grau de acerto, um insumo importante para a gestão de agronegócio.

Muitos fazendeiros e gestores do ramo ainda confiam em como foi o tempo no ano anterior para fazerem suas escolhas para a plantação da próxima safra . No entanto, esse é um erro que pode custar caro, pois mudanças significativas do clima  podem ocorrer de um ano para o outro.

A previsão climática é uma ciência que se apoia em informações muito mais complexas do que somente as temperaturas do ano que já passou. Isso faz com que ela seja um método mais profissional, sobre o qual você pode basear as estratégias para o plantio e outros manejos.

Deseja saber mais sobre o papel da previsão climática nos agronegócios? Nosso post está recheado de informações! Boa leitura!

A meteorologia na gestão do agronegócio

No Brasil, ainda existe a crença de que os serviços de previsão do tempo só fazem sentido para os latifúndios. Isso não passa de um mito, pois as informações sobre o clima são úteis em igual medida tanto para uma grande fazenda quanto para um pequeno produtor.

A previsão beneficia todo o ciclo, do plantio à distribuição dos produtos e até a comercialização. Para citar um exemplo, imagine que o fazendeiro precisa de um determinado intervalo de tempo seco para aplicar um defensivo.

Um serviço meteorológico permitirá a ele saber como estará o tempo no curto prazo e decidir o melhor momento para fazer o uso da substância. Também é possível fazer estimativas de longo prazo e realizar um planejamento mais abrangente e estratégico.

É válido ressaltar, contudo, que a previsão do tempo tem um certo grau de incerteza, mas isso está longe de desqualificar a importância da meteorologia para os agronegócios. O monitoramento confere números aproximados, que permitem o planejamento com base na tendência apontada, diminuindo os riscos para o produtor.

Até mesmo nas culturas perenes, é possível sentir o impacto da previsão meteorológica. Ainda que não dê para controlar a quantidade de chuvas ou a duração da estiagem, o produtor passa a ter mais ferramentas para projetar sua safra, o que se reflete em um melhor planejamento e maior controle, até mesmo do quesito financeiro da empresa.

Previsões de curto prazo

A alternativa mais recorrida para obter informações de curto prazo são as simulações digitais. O computador pega as informações atualizadas da atmosfera e, com base em algoritmos, faz uma série de cálculos. As previsões são feitas analisando alguns nós estratégicos que acompanham a situação real do tempo em cada local.

O alinhamento dessas análises resulta na média das condições do tempo e das tendências dos nós próximos ao local desejado. Dessa forma, caso uma menor quantidade de nós seja usada para fornecer os dados, o processamento das informações é mais rápido e permite com que previsões de curto prazo sejam feitas.

Com esses dados, o agricultor pode se programar e traçar estratégias para ações mais imediatas, que exijam um determinado tipo de tempo — seco, chuvoso, mais quente ou mais frio.

Previsões de longo prazo

Essa mesma tecnologia das simulações pode ser usada para prever como estará o tempo em algumas semanas ou até mesmo em meses. A diferença é que a quantidade de nós analisados e as variáveis empregadas são alterados. Com isso, aumenta-se o tempo de resposta do algoritmo, dando origem a uma previsão de médio e longo prazo que tenha mais variáveis analisadas.

Nesse caso, falamos em previsões climáticas, quando o intuito é interpretar tendências dos meses que estão por vir — se serão mais chuvosos, mais secos, mais frios etc.

Junto com esse modelo, são usadas algumas formas de simplificação que alteram um pouco as informações fornecidas ao agrogestor. Uma delas é a de topografia, uma vez que variações muito grandes de relevo podem ter um impacto grande sobre o clima.

Algumas previsões costumam levar em conta somente as altitudes mais destoantes. Essa é uma forma de agilizar o processo da simulação e entregar para o gestor somente informações que serão realmente relevantes para o negócio.

A previsão de longo prazo permite definir cenários: o ano seguinte trará mais chuvas? Será mais frio? As chuvas serão mais regulares, ou concentradas? Haverá fenômenos como El Niño ou grandes tempestades? Todas essas informações são recursos preciosos na hora de planejar a safra do próximo ano.

Uma escolha estratégica interessante é trabalhar com a distribuição das chuvas ao longo do período analisado. Uma vez que há um grau de incerteza que é inerente à previsão meteorológica, essa metodologia permite garantir um plano de ação mais acertado com os dados disponíveis.

É para esse tipo de planejamento que uma consultoria em meteorologia é fundamental. Esse serviço analisa a necessidade real do agricultor e recomenda o tipo de previsão adequado.

Planejamento estratégico

O segredo de todo bom planejamento estratégico está em uma ampla coleta de informações sobre o setor e o mercado. No caso dos agronegócios, o tempo e o clima são aspectos com altíssima influência. Assim, dados confiáveis sobre a dimensão atmosférica são um quesito obrigatório para quem deseja elaborar um plano mais eficiente para a fazenda.

Uma das principais vantagens oferecidas pelo monitoramento meteorológico é uma quantidade maior e mais segura de dados para justificar as escolhas do agricultor quanto ao melhor momento para plantar, colher e comercializar seus produtos. Isso significa um mais amplo aproveitamento da lavoura, menos desperdícios e mais lucro.

No contexto do agronegócio, há, por exemplo, sementes de diferentes perfis. Se houver a opção de escolha de sementes que lidam melhor com pancadas de chuva e outras que têm um melhor desempenho com chuva constante, a previsão pode ajudar na tomada de decisão para reservar determinado tipo de semente.

Além disso, a previsão ajuda no planejamento estratégico porque:

  • permite o envio de alertas de possíveis eventos severos de tempo;

  • traz uma linguagem de fácil entendimento;

  • possibilita o registro da ocorrência de eventos adversos;

  • facilita o planejamento das atividades na lavoura;

  • justifica as escolhas, tornando a tomada de decisões mais precisa.

Dicas para evitar perdas e danos

De acordo com um relatório da FAO, o setor que mais sofre com os desastres naturais é o agropecuário. Assim, o gestor precisa estar atento a algumas medidas para mitigar essas possíveis perdas e os danos.

Uso da tecnologia

O mesmo relatório demonstrou que cada dólar aplicado na redução do risco de catástrofes representa uma economia de dois a quatro dólares em termos de impactos mitigados. Por isso, usar a tecnologia para preparar a fazenda para responder melhor às intempéries é essencial.

Atenção aos equipamentos

Além de permitir um melhor planejamento em termos de cultivo, as previsões meteorológicas apontam possíveis providências a serem tomadas para a manutenção dos equipamentos. O gestor também pode usar as informações para decidir o melhor momento para investir em um maquinário novo e otimizar os recursos.

Seguro agrícola

É um desgosto para o produtor ver sua lavoura destruída por uma geada, chuva de granizo ou outra intempérie. Mas é uma possibilidade real e um risco com o qual todo fazendeiro precisa conviver. Em casos do risco de grandes perdas de produção por catástrofes climáticas , o melhor remédio é ter um seguro agrícola, que cubra a perda de produtividade e garanta uma receita mínima.

Durante séculos, a gestão de agronegócio foi um ramo quase intuitivo, cujos conhecimentos eram passados de pai para filhos. Mas as necessidades de um mundo em constante aumento do número de habitantes pressionaram para uma mudança na direção da profissionalização, e as previsões climáticas são parte dessa transformação.

Quer entender mais sobre monitoramento meteorológico? Entre em contato conosco e fale com um consultor!