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Fontes de energia renováveis como a solar e a eólica aproveitam as forças da natureza para gerar uma energia limpa (que não deixa resíduos), sem consumir os recursos não renováveis do planeta. Porém, são influenciadas pelas condições meteorológicas. No caso da eólica, você sabe como o clima interfere na geração de energia?

Então, siga conosco, pois este post esclarecerá a relação e também apontará como aproveitar todo o potencial dessa energia limpa tão utilizada na Europa, Canadá, Estados Unidos e outros países. Boa leitura!

De que forma o clima interfere na geração de energia?

A maior ameaça à produção de energia por meio dos ventos é a ausência das condições adequadas de densidade e velocidade para fazer girar as turbinas.

Os aerogeradores começam a trabalhar quando o deslocamento do ar chega aos 3 m/s (ou 10 km/h), e têm seu funcionamento interrompido quando essa marca alcança de 90 a 100 km/h, para evitar danos ao equipamento e possíveis problemas relacionados à segurança. O ponto alto do desempenho das turbinas acontece quando as velocidades estão entre 25 e 40 km/h.

De forma simples, podemos dizer que, nos períodos de maior seca, quando não venta muito, a produção de energia eólica sofre uma pequena baixa. Já nos períodos mais chuvosos — quando, em nosso país, há também tempestades e mais ventos —, há uma produção maior de energia.

No Brasil, os períodos mais propícios para a geração de energia eólica são o inverno e a primavera. Nesse sentido, o período que vai de agosto a novembro é o que registra a maior ocorrência de ventos capazes de fazer girar as turbinas eólicas.

A região Nordeste reúne as condições mais favoráveis para a produção de energia eólica no país. Toda a zona tem exposição constante aos ventos alísios de Sudeste, que têm estabilidade e constância no que diz respeito à sua continuidade e ao fluxo. Isso faz com que o Brasil seja o líder de desempenho no setor da energia eólica na América Latina.

Quais alternativas usar em cada caso?

Mesmo quando as condições de vento não estão perfeitas, é possível aproveitar a produção de energia eólica. Para isso, basta usar turbinas que sejam adequadas àquela configuração de ventos, para que sejam acionadas com as condições meteorológicas locais.

No Brasil, as mudanças climáticas têm alterado o padrão dos ventos, fazendo com que as turbinas usadas atualmente e importadas da Europa sejam menos eficientes. Por isso, o ideal é que o país desenvolva e passe a utilizar um modelo de aerogeradores que seja específico para o clima do país.

A produção de energia eólica no Brasil é um excelente complemento para a fonte energética mais amplamente utilizada, ou seja, a energia hidrelétrica. O período de maior incidência de ventos intercala-se bem com o período de maior volume de chuvas — que vai do início do verão até meados do outono — garantindo que o país não passe por ameaças no fornecimento energético.

Entender de que forma o clima interfere na geração de energia é uma informação preciosa para o gestor. Saber as ameaças que vêm das condições meteorológicas em cada época do ano fornece dados para um planejamento estratégico mais preciso, de forma a otimizar os recursos da empresa e evitar prejuízos e gastos desnecessários.

Se você deseja dominar mais esse assunto, nosso artigo sobre a importância da meteorologia para os negócios é uma excelente fonte de informações. Explore-o e saiba como utilizar essa ferramenta em seu processo de tomada de decisões!